sábado, 21 de dezembro de 2013





COMPREENDENDO O SISTEMA FAMILIAR, A PARTIR DAS RELAÇÕES E


INTERNAÇÕES SISTÊMICAS DE ROSALDA PAIM
 
BACKES, Dirce Stein1


FERREIRA, Muriel Schimites2


FONSECA, Mariana Gonçalves2


PAVANATTO, Paola Aparecida2






Resumo:

 
Baseado na Teoria Sistêmica de Rosalda Paim, o presente estudo objetiva descrever


a vivência das visitas acadêmicas realizadas à “família adotada”, nas quais se


buscou estabelecer o vínculo profissional – família. Trata-se de um estudo de caso,


desenvolvido por meio de visitas periódicas e sistematizadas a uma “família


adotada”, moradora da Nova Santa Marta, no decorrer do segundo semestre de


2010, com o propósito de estabelecer a relação Teoria de Rosalda Paim – família,


entendida como uma unidade complexa. A experiência permite concluir, a
1

 
Doutora em Enfermagem. Professora da Disciplina de Enfermagem: Teorias de


Enfermagem do Centro Universitário Franciscano – UNIFRA.
 
2

 
Acadêmicos do Terceiro Semestre do Curso de Enfermagem do Centro Universitário


Franciscano – UNIFRA.
 
Introdução

 
Nos dias de hoje, a família é definida como um grupo de indivíduos vinculados


por uma ligação emotiva profunda, sentimento de pertença ao grupo, isto é, que se


identificam como fazendo parte daquele grupo. E flexível o suficiente para incluir as


diferentes configurações e composições de família que estão presentes na


sociedade atual (WRIGHT, WATSON, BELL, 1990).


A partir de uma visão mais ampliada, pode-se compreender a família como


uma instituição, sendo esta um modo de organização social, criada pelo homem


para gerar estabilidade e segurança em suas interações com a sociedade (RAMOS,


NASCIMENTO, 2008).


Apesar de ser um todo, a família deve ser estudada de maneira singular, ou


seja, separadamente para que assim possamos visualizar as necessidades e a


participação deles dentro da família. E a consciência de que cada um tem suas


particularidades e influencia da vivencia dos demais, deste modo a interação mutua


se torna necessária para um bom convívio. Logo, a família é uma unidade de um


sistema complexo. Nessa unidade, portanto, cada membro representa um pilar


indispensável para formar o todo. Assim na ausência de um destes pilares a


estrutura da família acaba se desorganizando.


Um sistema pode ser definido como um complexo de elementos em interação


mútua. Esta definição pode ser aplicada para o indivíduo, para a família ou mesmo


para a sociedade. Cada sistema pode se constituir de sub-sistemas e estar inserido


em outros sistemas maiores (GALERA,LUIZ, 2002).


A abordagem sistêmica em cuidados de enfermagem, inspirados na teoria de


Rosalda Paim, reconhece que a relação entre a dinâmica familiar e as questões


sociais são complexa. Para tanto, é impossível distinguir claramente os efeitos


diretos de cada situação visto que a família enquanto sistema auto-organizador,


dinamiza o seu dia a dia a partir de suas necessidades especificas e das condições


que são expostas.


A partir dessa compreensão sistêmica, a família faz parte de uma rede de


relações e interações, compreendidas pela escola, unidade de saúde, igreja,


trabalho, amigos, visinhos,e outros, sendo que nessa rede também o enfermeiro


ocupa um papel importante e fundamental no processo de educação e promoção da


saúde, visto que para Paim o enfermeiro é o mediador de novas formas de


organização familiar e social.


Com base no que foi dito anteriormente, o presente estudo tem por objetivo


descrever a vivencia das visitas acadêmicas realizadas à família adotada, tendo


como referencial a teoria de Rosalda Paim.
METODOLOGIA

 
Trata-se de uma pesquisa qualitativa, mais especificamente de um estudo de


caso, desenvolvido em várias e diferentes etapas sistematizadas (Histórico e


diagnostico da realidade; levantamento das necessidades de saúde, Planejamento


coletivo das ações de cuidado; Implementação; avaliação coletiva e socialização das


vivencias; Estratégias de continuidade) que compreendem a interação com o ensino,


a pesquisa e a extensão universitária. O estudo de caso é um dos vários modos de
investigação qualitativa que consiste na observação detalhada de um contexto ou


indivíduo e/ou de um acontecimento específico (CHIZZOTTI, 2006). O estudo de




caso pode ser definido como


Uma forma de se fazer pesquisa social empírica ao investigar-se um


fenômeno emergente dentro de seu contexto de vida-real, onde as


fronteiras entre o fenômeno e o contexto não são claramente definidas


e na situação em que múltiplas fontes de evidências são usadas (YIN,


1990, p. 15).


Os estudos de caso, além de utilizarem uma variedade de métodos


qualitativos, podem também utilizar várias técnicas de coleta de dados, “incluindo


entrevistas, análise de documentos e observação não-participante de reuniões”,


dentre outras (POPE, 2009, p. 127).


O estudo foi realizado na comunidade Santa Martha, localizada na Macro


região Oeste de Santa Maria, a qual possui uma população de aproximadamente


26.000 habitantes que vivem, na suma maioria, em condições sociais vulneráveis.


O trabalho, cujo objetivo principal foi estabelecer primeiramente o vinculo para


que assim pudéssemos associar a vida da família com a teoria de Paim, foi realizado


em etapas sistematizadas, entre os meses de agosto e novembro de 2010,


distribuídas da seguinte forma: Inicialmente, foi realizada uma visita de observação à


comunidade, e assim conhecemos “nossa família”, isto é, as condições de moradia,


o histórico da família, condições de trabalho, e outros.


Nas próximas visitas, foram enfatizadas as etapas mencionadas acima tendo


em vista a formação do vinculo com a família e desta forma intervir no processo de


organização da mesma,principalmente nas questões relacionadas a


higiene,alimentação, motivação, informação.


Ao todo foram realizadas dez visitas a família, em dias e horários previamente


estabelecidos. Nas visitas propriamente ditas, foram realizadas rodas de conversa,


cuidou-se da higiene das crianças, estimulou-se e avaliou-se o processo de


escolaridade das crianças, incentivou-se o retorno a escola da dona de casa para


que assim pudesse arranjar um emprego para dividir as despesas da casa. Alem


disso, realizou-se orientações quanto a saúde, a higiene e organização da casa,


alimentação, relações familiares,planejamento familiar acesso direitos e deveres, e


outras informações.
Como ocorreram as visitas?

 
Primeiramente, chegamos ao posto de saúde do auto da boa vista, onde


fomos bem recepcionados pela enfermeira e pelo agente comunitário. Logo após


fomos encaminhados para conhecermos a família a qual iríamos “adotar’’. Chegando


lá nos deparamos com a situação complicada em que a família residia (cômodos


pequenos e apertados, falta de higiene, e grande numero de pessoas morando e


dormindo no mesmo cômodo).


Neste dia, a família estava quase completa, porem faltava um dos filhos que


estava na rua brincando. Ao chegar fomos bem recepcionados, tivemos uma boa


conversa a fim de estabelecer vinculo e passar segurança para a família. Pois


iríamos realizar mais visitas com intuito de melhorar a forma de viver daquela


família.
Conhecendo o histórico da família

 
CH trinta e quatro anos, morador da região macro oeste de Santa Maria, alto


da boa vista, servente de obras, casado com SI trinta e um anos, do lar, os mesmos


são pais de cinco crianças: SA doze anos, CH sete anos, L dois anos, e gêmeos de


sete meses. Os pais são analfabetos, sendo que o filho CH, não freqüenta a escola


por falta de documentação, a filha SA vai à escola quando quer, o filho L acabou


perdendo um pouco da atenção dos pais devido o nascimento dos gêmeos, já os


gêmeos por falta de conhecimento da mãe, mesmo com as instruções oferecidas


pelos acadêmicos de enfermagem continuam com más condições de higiene


corporal, e sua alimentação é feita de forma incorreta. CH na maioria das visitas não


estava em casa, passava as tardes com garotos mais velhos o que nos deixou


preocupados, pois em um dos dias de visita encontramo-lo na área verde com


companhias impróprias. Na próxima visita notamos que CH não estava mais na


casa, seu pai preocupado com o filho o dia inteiro na rua, mandou CH morar com


sua avó materna na região Norte da cidade, na Vila Carolina. Infelizmente não


tivemos a oportunidade conhecer e conversar com CH, mas o lado bom é que ele


iria se afastar das más companhias.


A situação da casa é imprópria para o número de pessoas que vivem nela, a


casa possui seis peças sendo que das quais somente quatro são utilizadas: o quarto


do casal onde dormem os gêmeos, a filha mais velha, e o filho de dois anos, e na


sala dorme o segundo filho, as condições de higiene do local são precárias tanto


dentro como fora da casa. O banheiro fica do lado de fora da casa, e as outras duas


peças não são utilizadas. S1 demonstra interesse em estudar porem seu marido não


a permite voltar aos estudos. A mesma fica sozinha com as crianças o dia todo, e a


filha mais velha ajuda a mãe nas tarefas da casa, enquanto o pai trabalha fora.
Avanços, Conquistas e Desafios

 
Logo depois da primeira visita observamos uma mudança no ambiente, a


casa encontrava-se mais limpa e a família mais receptiva, pois o vínculo já estava


formado. A cada visita conquistamos uma maior aproximação com a família e para a


nossa surpresa fomos convidados para sermos padrinhos dos gêmeos e ficamos


muito comovidos com a notícia.


O pai que estava desempregado por um acidente de trabalho, conseguiu um


novo emprego. A filha mais velha começou a freqüentar mais a escola e a se


interessar nos estudos. A mãe mostrou interesse de voltar a estudar ou fazer um


curso profissionalizante quando os gêmeos já estiverem maiores.


Com o passar do tempo CH retorna da casa de sua avó, e dessa vez tivemos a


chance de conhecê-lo e conviver com ele melhor, pois CH agora fica mais tempo em


casa com a família e brincando com seus irmãos, mostrou ser uma criança alegre,


bem receptiva, educada, e apesar de não estar na escola demonstra esperteza e


raciocínio quando responde algo que foi questionado.


O que nos motiva mais foi saber que a família já nos considera verdadeiros


amigos, pois a nós foram feitas confidencias, e algumas nos chocaram. Com isso,


hoje nos sentimos tão à vontade, que parece que estamos em casa, temos total


liberdade para realizarmos nossas atividades com a nossa família.
Considerações finais

 
Considerando as necessidades gerais da família, pode-se notar uma melhora


significativa em cada membro que constitui este sistema. Contudo, percebe-se ainda


que o processo de implantação deve ser de maneira gradativa e continua, pois não


houve uma completa aceitação por todos os membros da família. Ou seja, para que


ocorra uma mudança significativa é preciso que haja integração do sistema homem


com seus sub-sistemas, abrangendo a dimensão bio-psico-sócio-espiritual,


integração dos sistemas de saúde, integração do sistema com o eco-sistema e


integração do sistema com o meta-sistema saúde e social, nunca se esquecendo da


importância da integração indivíduo, família e comunidade.


Com base na experiência vivenciada, pode se argumentar, que cada família


possui a sua própria organização sistêmica. Logo, cada família possui os meios


necessários para a sobrevivência de forma singular. Assim, as nossas ações


contribuíram não para mudar o sistema familiar, mas para instigá-lo e provocá-lo


para que este busque os seus próprios meios/estratégias de re-organização. Para


tanto, é importante a continuidade da proposta de trabalho.
REFERÊNCIAS

 
CHIZZOTTI, A. Pesquisa qualitativa em ciências humanas e sociais. Petrópolis:




Vozes, 2006.

YIN, R. K. Case study research: design and methods. EUA: Sage Publications,




1990.

POPE, C. Pesquisa qualitativa na atenção à saúde. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed,




2009.

GALERA, LUIZ. Principais conceitos da abordagem sistemica em cuidados de


enfermagem ao individuo e sua família. Rev. Esc. Enferm. USP. Vol. 36 no.2 São


Paulo June 2002.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Espírito Santo: Desmanche da base

Acácio Rodrigues


A corrida pelas eleições em 2014 no Espírito Santo segue arrastando dúvidas sobre as candidaturas para assumir o governo do Estado. Além das incógnitas partidárias, há o desgaste da população com alguns temas abordados recentemente nos protestos que aconteceram no País. Renato Casagrande (PSB) divide críticas relacionadas à segurança pública e mobilidade urbana, assuntos cobrados pelos capixabas há algum tempo, e que ganharam força nos meses de junho e julho.
A base de Casagrande com PT e PMDB já não se mostra tão sólida. PDT, PR, PP, PV completam os aliados desde 2010. Vale lembrar que antes de ser eleito, o atual gestor do Espírito Santo foi indicado para concorrer às eleições no lugar de Ricardo Ferraço (PMDB), na época vice de Paulo Hartung (2003-2010). A mudança teria sido provocada pelo então presidente Lula, para “beneficiar” o PSB depois da retirada de Ciro Gomes da disputa presidencial.
Com as chances de PT e PSB terem candidatos próprios à Presidência da República, é provável o desmanche entre os partidos no Espírito Santo. O governador disse que dará seu parecer sobre o assunto no início de 2014, quando as candidaturas serão oficializadas. Há conversas de que o PPS estaria interessado em firmar a parceria com os socialistas. Embora o prefeito de Vitória (ES), Luciano Rezende (PPS), desconverse sobre uma possível candidatura à vice na chapa de Casagrande.


RAIO-X - Espírito Santo


Número de eleitores: 2.630.557
Governador atual: Renato Casagrande (PSB)
Deputados federais: 10
Deputados estaduais: 30

Possíveis candidatos


Guerino Balestrassi (PSDB) - Ex-presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito, Guerino tem como principal cabo eleitoral o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Velozzo Lucas.

Magno Malta (PR) O senador tinha esperança de ser vice na chapa de Marina Silva à Presidência da República. Com a filiação dela ao PSB, Malta deverá tentar disputar a cadeira do Palácio Anchieta.

Renato Casagrande (PSB) - O socialista se vê cercado de incertezas sobre a base aliada. Sem o PT, as opções de parcerias são analisadas com cautela.


VEJA O MAPA ELEITORAL DOS DEMAIS ESTADOS:

http://noticias.terra.com.br/infograficos/mapa-eleitoral-2014/ 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Sócio de Perrella presta depoimento em MG sobre droga em helicóptero

Depoimento ocorreu na sede da Polícia Civil em Pará de Minas.
Oitiva foi feita pela Polícia Federal de Divinópolis.

Anna Lúcia Silva Do G1 Centro-Oeste de Minas
 

Sócio foi ouvido pela PF na Polícia Civil em Pará de Minas (Foto: Anna Lúcia Silva/G1)
 
Sócio de Perrella foi ouvido pela PF na Polícia Civil
em Pará de Minas (Foto: Anna Lúcia Silva/G1)
O sócio do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD), André Almeida Costa, de 31 anos, prestou depoimento à Polícia Federal (PF) em Pará de Minas nesta segunda-feira (2), sobre a apreensão do helicóptero da empresa Limeira Agropecuária, que estava com um carregamento de 445 quilos de cocaína. A polícia flagrou a aeronave em uma fazenda no interior do Espírito Santo no domingo (24).
O G1 não foi autorizado a acompanhar o depoimento de perto, mas o delegado da Polícia Federal (PF) de Divinópolis responsável pela oitiva, Daniel Souza, informou que o interrogatório começou às 11h e que tudo que foi colhido será encaminhado para a Polícia Federal do Espírito Santo. "Ouvimos hoje esse sócio da Limeira Agropecuária e agora encaminharemos tudo para a PF no Espírito Santo, onde devem prosseguir as investigações sobre o caso", relatou.
A investigação é feita pela Polícia Federal no Espírito Santo, onde a aeronave está apreendida, e os depoimentos são feitos por carta precatória.
A Polícia Militar (PM) apreendeu a droga dentro da aeronave, na zona rural de Afonso Cláudio, na região Serrana do estado capixaba. Quatro pessoas foram presas, entre elas o piloto. A operação descobriu que os suspeitos estavam usando o helicóptero para transportar cocaína para dentro do Espírito Santo.
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Limeira Agropecuária em Pará de Minas (Foto: Anna Lúcia Silva/G1)Limeira Agropecuária em Pará de Minas (Foto: Anna Lúcia Silva/G1)

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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Para conquistar o PT, Ricardo Ferraço muda o tom com o governo federal

O senador do PMDB, que sempre foi crítico do governo Dilma, começa a se aproximar do PT
21/11/2013 11:06 - Atualizado em 24/11/2013 10:32

Embora o PT capixaba tenha uma preferência nítida pela candidatura do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) para o governo do Estado, o senador Ricardo Ferraço ainda tenta conquistar a base petista para se viabilizar à vaga. O senador do PMDB, que desde que chegou ao Congresso vinha adotando um discurso bastante crítico em relação ao tratamento  dispensado pelo governo federal ao Espírito Santo, mudou o tom e passou a elogiar a presidente Dilma Rousseff e sua gestão.
 
A intenção seria a de conquistar a base petista, conseguindo assim viabilizar sua candidatura ao governo na eleição do próximo ano, já que a parceria com o PT parece ser iminente. O problema é que o veto ao nome de Ricardo Ferraço no PT capixaba está ligado a questões que vão além da postura do senador em relação ao governo petista

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

PM que deu carteirada em blitz da Lei Seca em Vitória é afastado
 
Do UOL, no Rio               

Pereira e outros policiais envolvidos no episódio. ocorrido no último dia 13, são alvo de IPM (Inquérito Policial Militar) conduzido pela Corregedoria da corporação.
De acordo com a PM, a investigação foi iniciada na semana passada, a pedido do comandante-geral.
Nesta terça-feira (29), o corregedor-geral da PM capixaba, coronel Marcos Celante, disse em coletiva de imprensa que o Ministério Público do Espírito Santo havia solicitado o afastamento de alguns policiais envolvidos no caso, mas que ele preferia avançar mais nas investigações antes de tomar alguma atitude. O caso ganhou o noticiário nacional horas depois e, nesta quarta, o afastamento do tenente-coronel foi anunciado.
Segundo a assessoria da PM, Pereira, que aparece em vídeo sem cinto de segurança e com o braço para fora da janela perguntando para o policial que o aborda se o PM sabe que ele é coronel da polícia, ficará afastado enquanto o IPM estiver em andamento. Nenhuma outra função foi designada para o oficial até o momento.
O corregedor-geral afirmou que a investigação deve durar 40 dias, prorrogáveis por mais 20. A reportagem solicitou entrevistas com o comandante e com corregedor da corporação, mas não obteve resposta até as 15h30 desta quarta.
Na abordagem ao tenente-coronel, um PM pediu ao oficial que apresentasse a carteira de habilitação de motorista e os documentos do carro. Ao ser informado sobre a patente do coronel, o policial afirmou: "Eu não conheço o senhor. Quero a identificação do senhor." O motorista, no entanto, mostrou a carteira de oficial da PM e deixou o local sem mostrar os papeis exigidos. O episódio foi narrado no relatório da blitz.
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Famosos já enquadrados pela Lei Seca 41 fotos

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4.mai.2012 - A atriz Nathalia Dill, a Débora de "Avenida Brasil", teve sua carteira apreendida após ser parada em uma blitz da Lei Seca no Rio. Ela estava acompanhada de algumas amigas que foram curtir uma festa. Nathalia se recusou a fazer o teste do bafômetro na blitz que estava situada na autoestrada Lagoa-Barra, em São Conrado. Além da carteira apreendida, recebeu uma multa de R$ 957,70 e perdeu 7 pontos Leia mais Pedro Carrilho/Folhapress

Sem permissão

O documento foi assinado pelo 2º tenente da PM Osvaldo Savergnini do Carmo. Segundo o relato, o tenente-coronel Dirceu declarou que os policiais queriam "sacaneá-lo", pediu sua carteira funcional de volta e deixou o local sem que lhe fosse dada a permissão, antes de passar pelo teste do bafômetro.
Além das imagens e do relatório, o episódio gerou três telefonemas para o Ciodes (Centro Integrado Operacional de Defesa Social). As ligações foram gravadas e reproduzidas em reportagem do jornal "A Gazeta", do Espírito Santo.
Em uma delas, um dos PMs que participava da blitz pede instruções de como proceder ao oficial de plantão. Após explicar o que sucedera, ele é orientado a aconselhar-se com o comando do Batalhão de Trânsito.
Em outra gravação, feita minutos depois da primeira, outro PM pede à atendente do Ciodes que registre uma ocorrência. Ele narra o episódio sem mencionar o fato de que o tenente-coronel apresentou sua identificação policial.
Na terceira ligação, este mesmo PM pede para outra atendente que cancele a ocorrência que acabara de registrar e explica que recebera ordem do major Cleber Bongestad, subcomandante do Batalhão de Trânsito.
Em sua defesa, o tenente-coronel Dirceu alegou que sofreu uma abordagem indevida, já que, para ele, apenas um oficial de patente igual ou superior à sua poderia ordenar-lhe a exibição dos papéis. Ele move processo contra o sargento que o abordou na blitz.
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Velozes e perigosos: motoristas abusam e causam tragédias 13 fotos

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28.set.2010 - O advogado Ricardo Issao Marimoto, 35, morreu após perder o controle da sua moto. Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, o advogado conduzia a moto a 240 km/h quando não conseguiu fazer uma curva e capotou várias vezes em um barranco. A vítima foi arremessada a 60 metros de distância Mandaguari Online Mandaguari Online

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Campos libera Casagrande para se aliar ao PT
 Josias de Souza

 
Filiado ao PSB, o governador do Espírito Santo ficará “neutro” na disputa presidencial de 2014. Fará isso com autorização do presidenciável do seu partido, Eduardo Campos. Com isso, poderá disputar a reeleição ao governo estadual coligado com o PT de Dilma Rousseff, reeditando a aliança firmada em 2010.
Eduardo Campos esteve em Vitória, a capital capixaba, para participar de ato partidário. Desembarcou na noite de domingo (13). Indagado sobre a “neutralidade” do correligionário, ele soou compreensivo:
“Renato é dirigente nacional do PSB e tem nossa confiança para conduzir o processo, para que ele possa continuar a fazer pelo Espírito Santo um governo que melhora a vida do capixaba. Ele terá, da nossa parte, a compreensão para o conjunto de alianças que precisa fazer.”
Nesta segunda (14), após reunir-se com Casagrande na noite anterior, Campos reiterou: “Ajudando Renato ajudamos a todos nós. Compreendemos as circunstâncias regionais.” Ouvido, Casagrande disse que é cedo para falar sobre 2014. Porém, disse que o apoio de Campos à neutralidade do PSB capixaba o deixa “tranquilo”.
Também nesta segunda (14), nas pegadas da coreografia de Campos, o presidente do PT do Espírito Santo, José Roberto Dudé, sinalizou a reedição da parceria com Casagrande. “Nós acreditamos que o governador se manterá neutro porque ele já deu sua palavra ao PT estadual e também nacional”, disse. O petismo estadual deve compor a chapa de Casagrande indicando o candidato ao Senado.
Campos libera Casagrande para se aliar ao PT (Josias de Souza)
  Redação,    Terça, 15 de Outubro de 2013 - 01:18

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Filiado ao PSB, o governador do Espírito Santo ficará “neutro” na disputa presidencial de 2014. Fará isso com autorização do presidenciável do seu partido, Eduardo Campos. Com isso, poderá disputar a reeleição ao governo estadual coligado com o PT de Dilma Rousseff, reeditando a aliança firmada em 2010.

Eduardo Campos esteve em Vitória, a capital capixaba, para participar de ato partidário. Desembarcou na noite de domingo (13). Indagado sobre a “neutralidade” do correligionário, ele soou compreensivo:

“Renato é dirigente nacional do PSB e tem nossa confiança para conduzir o processo, para que ele possa continuar a fazer pelo Espírito Santo um governo que melhora a vida do capixaba. Ele terá, da nossa parte, a compreensão para o conjunto de alianças que precisa fazer.”

Nesta segunda (14), após reunir-se com Casagrande na noite anterior, Campos reiterou: “Ajudando Renato ajudamos a todos nós. Compreendemos as circunstâncias regionais.” Ouvido, Casagrande disse que é cedo para falar sobre 2014. Porém, disse que o apoio de Campos à neutralidade do PSB capixaba o deixa “tranquilo”.

Também nesta segunda (14), nas pegadas da coreografia de Campos, o presidente do PT do Espírito Santo, José Roberto Dudé, sinalizou a reedição da parceria com Casagrande. “Nós acreditamos que o governador se manterá neutro porque ele já deu sua palavra ao PT estadual e também nacional”, disse. O petismo estadual deve compor a chapa de Casagrande indicando o candidato ao Senado.