quarta-feira, 11 de maio de 2016
sábado, 7 de maio de 2016
sexta-feira, 6 de maio de 2016
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Lama faz 6 meses no Rio Doce e afetados vivem incertezas e prejuízos
Pescadores, comerciantes e donos de pousadas ainda são prejudicados.
Samarco disse que segue fazendo pagamentos mensais de auxílio.
Pescadores, comerciantes, donos de pousadas e moradores de cidades do Espírito Santo dependentes do Rio Doce ainda sofrem os efeitos da lama vazada do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais. Nesta quinta-feira (5), completa seis meses do desastre e famílias esperam reparações pelos danos sofridos.
A Samarco informou que cerca de 2 mil pessoas têm recebido ajuda da mineradora, mas, somente no Fórum de Colatina, Noroeste do estado, existem mais de 9,5 mil ações de reparações por danos financeiros e morais, segundo o coordenador das varas da cidade, Lindenberg José Nunes. “Há a perspectiva de que entrem mais mil em breve”, disse.
Pescadores
À beira do Rio Doce, em Baixo Guandu, vivem famílias com gerações e gerações de pescadores. Agora, sem informação sobre a situação dos peixes e da água, eles estão se sentindo esquecidos e reclamam que muitos ainda não recebem o auxílio oferecido pela Samarco.
À beira do Rio Doce, em Baixo Guandu, vivem famílias com gerações e gerações de pescadores. Agora, sem informação sobre a situação dos peixes e da água, eles estão se sentindo esquecidos e reclamam que muitos ainda não recebem o auxílio oferecido pela Samarco.
“Ficamos sabendo tudo pela imprensa”, disse o pescador Luciano Freire, de 51 anos, sobre os resultados de análises da situação do rio. “Não sabemos nem mesmo até quando vamos receber o benefício”, completa sobre o valor de um salário mínimo, mais 20% por dependente e uma cesta básica que os profissionais que dependem do Doce estão recebendo.
Os pescadores dizem que chegavam a lucrar R$ 5 mil por mês com o que pegavam no rio.
A Samarco disse que analisou mais de 1,6 mil espécies no mar e no rio e que algumas apresentaram alterações, mas destacou que não é possível afirmar que elas foram provocadas pelos rejeitos.
Água tratada
A desconfiança na água tratada do Rio Doce faz com que os moradores de Colatina busquem alternativas para abastecer as casas. Como não conseguem comprar água mineral, a saída foi buscar o recurso nas bicas e nascentes da cidade.
A desconfiança na água tratada do Rio Doce faz com que os moradores de Colatina busquem alternativas para abastecer as casas. Como não conseguem comprar água mineral, a saída foi buscar o recurso nas bicas e nascentes da cidade.
(Foto: Bernardo Coutinho/ A Gazeta)
O pedreiro Wallace Pimenta, de 23 anos, enche o bagageiro e os bancos traseiros do carro com garrafas cheias de 200 litros a cada 15 dias. “Como é longe, aproveito e pego para minha família e dois amigos”, contou.
Além da alimentação e matar a sede, na casa dele a água da nascente tem outro uso. “Tenho um filho de cinco meses, o Samuel, não confio de dar banho nele com a água tratada do Rio Doce, já deu coceira na minha mulher. Então, usamos essa que pegamos aqui”, explica.
Apesar da desconfiança da população, o prefeito de Colatina, Leonardo Deptulski, garante que são feitas análises diárias que comprovam a potabilidade da água do Rio Doce tratada.
Entretanto, para garantir que a cidade não fique mais sem abastecimento, como aconteceu logo que a lama chegou, serão buscadas outras alternativas de captação. A mais adiantada delas é a do Rio Santa Maria, cujas obras são realizadas pela Samarco.
Comércio
Comerciantes da Vila de Regência, em Linhares, estão deixando o local porque não conseguem mais trabalhar na região.
Comerciantes da Vila de Regência, em Linhares, estão deixando o local porque não conseguem mais trabalhar na região.
Dos 35 comerciantes da localidade, pelo menos 9 já foram embora. "A gente não tem de onde tirar, a gente não tem uma empresa aqui próxima, não tem agricultura, não tem pecuária. A nossa sobrevivência era da pesca e do comércio", disse Messias Caliman, presidente da associação de comerciantes.
Turismo
Desde a chegada da lama, as pousadas de Regência deixaram de lotar os quartos nos fins de semana e os moradores sofrem por não saberem mais de onde tirar seu sustento.
Desde a chegada da lama, as pousadas de Regência deixaram de lotar os quartos nos fins de semana e os moradores sofrem por não saberem mais de onde tirar seu sustento.
O movimento nas pousadas e restaurantes foi intenso durante as primeiras semanas com a chegada da lama na região. Gente de todo o mundo esteve por lá. Mas depois, no ano novo e carnaval, feriados em que a lotação era máxima, foram esvaziados, embora ainda existam surfistas que não abandonam no mar de Regência - nem mesmo com a lama.
“Antes se tivesse 50 quartos disponíveis eu alugaria todos, porque tinha demanda. Agora mal dá para pagar as despesas e os funcionários”, disse o dono de pousada Adenilson Nogueira, de 63 anos. Ele explica que ainda consegue manter o local porque ele e a esposa recebem aposentadoria.
Prioridade
Segundo o gerente-geral de Estratégia, Gestão e Informação da Samarco, Alexandre Souto, o pagamento dessas ações será negociado nas câmaras de negociações previstas no acordo de R$ 20 bilhões entre governos e Samarco. Ele explica que a prioridade foi atender os mais atingidos.
Segundo o gerente-geral de Estratégia, Gestão e Informação da Samarco, Alexandre Souto, o pagamento dessas ações será negociado nas câmaras de negociações previstas no acordo de R$ 20 bilhões entre governos e Samarco. Ele explica que a prioridade foi atender os mais atingidos.
Por isso, até agora ainda não houve negociação das indenizações por danos morais. “São etapas diferentes e programas diferentes. Há no acordo um programa que tratará das indenizações a quem teve prejuízos e condições afetadas. Vai haver uma câmara de negociações. A prioridade foi ter velocidade com quem depende diretamente do rio”, explicou.
Souto detalha que as câmaras devem contar com a intermediação de algum órgão do poder público para a negociação entre Samarco e moradores.
A Samarco disse que segue fazendo pagamentos mensais de auxílio a pessoas que têm a subsistência ligada diretamente ao Rio Doce.
G1GLOBO
Postado por: Ygor I. Mendes
domingo, 3 de janeiro de 2016
Deslizamento de pedra gigante deixa quase 400 desabrigados no ES
Um dia depois do acidente, os bombeiros avaliam se há risco de novo deslizamento em morro na Grande Vitória. Quatro casas foram destruídas.
Quase 400 pessoas tiveram que sair de casa depois que uma pedra gigante
rolou do alto de um morro, na Grande Vitória (ES). Um dia depois do
acidente, os bombeiros avaliam se há risco de um novo deslizamento.
A pedra passou por cima de tudo que estava no caminho. Destruiu quatro casas. Sandra e o marido se protegeram em um cantinho da sala. Foi o único cômodo que não ruiu.
O morador de uma outra casa teve que pular da laje para se salvar. Ao todo, 15 pessoas ficaram feridas. Ninguém em estado grave.
"Senti o tremor e já saí correndo, porque não sabia o que era. A casa parecia que ia cair", conta o morador Josevaldo Pereira.
Valdemir Jesuíno estava dormindo. Acordou com o barulho da pedra no muro da casa dele. "A minha esposa acordou desesperada. Eu achei que era chuva de granizo, que estava caindo pedra, chuva de gelo, e ela falou que era pedra rolando e queria se enfiar debaixo da cama, coitada, no desespero, e a poeira tomou conta", diz Valdemir.
Um vídeo gravado por um morador momentos depois que a pedra rolou mostra o rastro de poeira.
A pedra só não causou mais destruição e atingiu outras casas do morro porque ela ficou escorada em outra pedra que também rolou, mas ainda há o risco de ceder e outras pedras rolarem.
"O risco é alto. É preocupante e a gente está tomando as medidas, neste momento, para fazer um diagnóstico e fazer a indicação de intervenções", afirma um bombeiro.
Por enquanto, um área de 80 metros abaixo da pedra foi totalmente isolada e 392 pessoas tiveram que sair de casa. Vinte e duas estão em um abrigo.
"Foi horrível. Não tem palavras... Com criança pequena, é horrível. E agora a gente fica preocupado, querendo saber para onde a gente vai, o que vai ser da gente", diz uma mulher.
A prefeitura e a Defesa Civil ainda não sabem responder o que fez a pedra despencar do alto do morro.
A pedra passou por cima de tudo que estava no caminho. Destruiu quatro casas. Sandra e o marido se protegeram em um cantinho da sala. Foi o único cômodo que não ruiu.
O morador de uma outra casa teve que pular da laje para se salvar. Ao todo, 15 pessoas ficaram feridas. Ninguém em estado grave.
"Senti o tremor e já saí correndo, porque não sabia o que era. A casa parecia que ia cair", conta o morador Josevaldo Pereira.
Valdemir Jesuíno estava dormindo. Acordou com o barulho da pedra no muro da casa dele. "A minha esposa acordou desesperada. Eu achei que era chuva de granizo, que estava caindo pedra, chuva de gelo, e ela falou que era pedra rolando e queria se enfiar debaixo da cama, coitada, no desespero, e a poeira tomou conta", diz Valdemir.
Um vídeo gravado por um morador momentos depois que a pedra rolou mostra o rastro de poeira.
A pedra só não causou mais destruição e atingiu outras casas do morro porque ela ficou escorada em outra pedra que também rolou, mas ainda há o risco de ceder e outras pedras rolarem.
"O risco é alto. É preocupante e a gente está tomando as medidas, neste momento, para fazer um diagnóstico e fazer a indicação de intervenções", afirma um bombeiro.
Por enquanto, um área de 80 metros abaixo da pedra foi totalmente isolada e 392 pessoas tiveram que sair de casa. Vinte e duas estão em um abrigo.
"Foi horrível. Não tem palavras... Com criança pequena, é horrível. E agora a gente fica preocupado, querendo saber para onde a gente vai, o que vai ser da gente", diz uma mulher.
A prefeitura e a Defesa Civil ainda não sabem responder o que fez a pedra despencar do alto do morro.
ASSISTA O VÍDEO: JORNAL NACIONAL
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/01/deslizamento-de-pedra-gigante-deixa-quase-400-desabrigados-no-es.html
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
ES tem 3,89 milhões de pessoas e 200 mil analfabetos, aponta IBGE
Taxa de analfabetismo do estado é a segunda maior da região Sudeste.
Dados Pnad são relativos ao ano de 2014.
Do G1 ESA Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014, divulgada nesta sexta-feira (13) pelo IBGE,
faz um retrato sobre a situação da população capixaba comparando dados
relativos a 2013 e 2014. Entre os aspectos citados, estão a taxa de
analfabetismo, desocupação, condições de moradia e posse de bens.
De acordo com o levantamento, no ano de 2014 a população capixaba foi estimada em 3,894 milhões de pessoas, 1,2% (45 mil) acima de 2013. Desses, 746 mil não são naturais do Espírito Santo, representando 19,2% da população do estado.
No aspecto que diz respeito è educação no estado, a taxa de analfabetismo entre as pessoas de 15 anos ou mais ficou em 6,6%. O número é menor que a taxa nacional, de 8,3%, e a 2ª maior da Região Sudeste. Dos analfabetos, 57,5% eram mulheres.
Dos estudantes matriculados, 79,6% estudavam em instituições da rede pública. Entre as crianças com idades entre 4 e 5 anos, a taxa de escolarização foi a maior da região Sudeste, alcançando 86,4%.
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Ocupação, trabalho e rendaA população ocupada totalizou 1,982 milhão de pessoas em 2014. O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas na população em idade ativa) aumentou de 61,8% em 2013 para 64,8% em 2014, tendo o maior nível da ocupação dos estados da Região Sudeste.
O trabalho com carteira assinada abrangeu 63,9% dos empregados.
A taxa de desocupação (proporção de pessoas desocupadas em relação à população economicamente ativa) subiu de 6% em 2013 para 6,5% em 2014. Dos desocupados (pessoas sem trabalho que estão tentando se inserir no mercado), cerca de 54,9% eram mulheres. Outra característica é que 63,8% das pessoas desocupadas estavam no grupo de idade de 18 a 39 anos de idade.
Cerca de 14 mil crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos de idade foram consideradas ocupadas no estado. O número representou um aumento de 55,6% em relação a 2013 (9 mil crianças e adolescentes). Do total de crianças de 10 a 14 anos ocupadas, 9 mil trabalhavam em atividade agrícolas e 5 mil não agrícola.
O rendimento médio mensal real de todos os trabalhos das pessoas de 15 anos ou mais ocupadas com rendimento em 2014 foi estimado em R$ 1.732, valor 4,3% superior ao de 2013 (R$ 1.660,00).
Ainda segundo a pesquisa, a proporção do rendimento de trabalho das mulheres em relação ao rendimento dos homens passou de 69,1%, em 2013, para 73,0%, em 2014.
Em média, os homens receberam R$ 1.953,00 (abaixo da média nacional de R$ 1.987,00), enquanto as mulheres receberam R$ 1.426,00 (também abaixo da média nacional de R$ 1.480,00).
Domicílios e bens
Dos 1,321 milhão de domicílios particulares permanentes contabilizados no estado, 71,7% eram próprios, 20% eram alugados e 8,3% eram cedidos. Quase todos (99,9%) eram atendidos pelo serviço de iluminação elétrica, 87,5% com rede de água, 75,3% com rede de esgoto, 91% com coleta de lixo, e 96,2% com algum tipo de serviço de telefonia.
A proporção de domicílios que possuíam geladeira (99%) e televisão (97,7%) manteve-se praticamente a mesma com relação a 2013. A pesquisa também registrou que 772 mil domicílios possuíam máquina de lavar. O percentual de domicílios onde pelo menos um morador possuía carro para uso pessoal foi de 45,5%.
Além disso, 52,4% de domicílios tinha microcomputadores. Destes, cerca de 597 mil possuíam acesso à Internet, ou 86,2% do total de domicílios com computador.
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quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Samarco deve resgatar peixes antes de lama chegar ao ES, diz governo
Empresa deve recolher animais, separar em tanques e, depois, devolvê-los.
Peixes já começaram a morrer próximo a Mariana, em Minas Gerais.
Do G1 ES, com informações de A Gazeta
O rompimento de duas barragens de rejeitos de minério da Samarco aconteceu no dia 5 de novembro e causou uma enxurrada de lama no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. A lama também chegará ao Espírito Santo e deve afetar o abastecimento de água de Baixo Guandu, Colatina e Linhares.
Segundo o boletim emitido pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a onda de lama deve chegar a Baixo Guandu, nesta sexta-feira (13). Já em Colatina, a previsão é que chegue entre o sábado (14) e o domingo (15). Em Linhares, última cidade a ser afetada pela onda de lama, deve chegar entre a segunda (16) e a terça-feira (17).
Por nota, a Samarco informou que recebeu o auto de intimação do Iema no último domingo (8) e que está tomando as providências relacionadas no documento. Reiterou que as ações imediatas já foram iniciadas e as demais estão sendo executadas dentro do prazo estabelecido.
O secretário da pasta, Rodrigo Júdice, garante que essa operação é viável, mesmo que uma quantidade mínima de espécies seja resgatada.
“Tem que ser uma atitude imediata. Os peixes estão tentando sobreviver desesperadamente. Muitos pulando fora da água. O mínimo que for salvo é muito, diante dessa tragédia ambiental”, destacou.
Estima-se que a enxurrada, que é muito densa, tem se movido a uma velocidade de 1km/h. O prefeito de Baixo Guandu, Neto Barros, também defende a viabilidade do resgate dos peixes antes que a onda de lama se aproxime do Espírito Santo.
“A lama é avermelhada e tem um cheiro horrível, sem vida. Os peixes devem ser coletados antes que morram todos. Ainda dá tempo de salvar alguma coisa”, afirmou o chefe do executivo, que visitou a região de Valadares e Tumiritinga, nesta quarta-feira (11), para ver de perto onde a massa lama.
Destruição
Por onde passa, a enxurrada de lama deixa um severo rastro de destruição ambiental. O biólogo Marco Bravo ressaltou que, além da mortandade, a lama deve desencadear uma série de problemas na cadeia alimentar do rio e do mar, causando até o sumiço de algumas espécies.
“Quando essa lama chegar a Regência, Linhares, há peixes endêmicos que vivem no estuário (encontro do rio com o mar), como tipos de robalo, que vão sofrer o impacto”, disse.
O secretário Rodrigo Júdice alerta também que a onda poluidora afeta diretamente as comunidades pesqueiras, que vivem às margens do Doce e dependem da atividade para sobreviver. Uma delas é a de Mascarenhas, onde mais de 700 moradores dependem, direta ou indiretamente, da pesca. “A Samarco também deverá indenizar quem ficar impossibilitado de pescar”, falou.
Nível do Rio Doce
O nível do Rio Doce em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, caiu mais de 40 centímetros de um dia para o outro, após a passagem da onda de cheia, que antecede a lama proveniente das barragens de rejeitos rompidas em Mariana, Minas Gerais. Nesta terça-feira (10), o rio estava em 173 centímetros e, nesta quarta (11), apontava 130 centímetros na régua da Agência Nacional das Águas.
Segundo o boletim emitido pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a onda de lama deve chegar a Baixo Guandu, nesta sexta-feira (13). Já em Colatina, a previsão é que chegue entre o sábado (14) e o domingo (15). Em Linhares, última cidade a ser afetada pela onda de lama, deve chegar entre a segunda (16) e a terça-feira (17).
* Com informações de Carla Sá e Patrik Camporez, do jornal A Gazeta.
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