terça-feira, 21 de maio de 2013

Campos chama de 'debate natural' oposição no PSB a candidato próprio

FÁBIO GUIBU
DO RECIFE



O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, disse nesta terça-feira (21) que recebe "com tranquilidade" a manifestação de resistências internas no partido à sua eventual candidatura à Presidência da República em 2014.
Em entrevista publicada na Folha, o governador do Amapá, Camilo Capiberibe (PSB) afirmou considerar "melhor" para o partido hoje apoiar a reeleição de Dilma Rousseff.
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Cid Gomes (CE) e Renato Casagrande (ES), outros dois governadores da sigla, também têm expressado reservas à possibilidade de voo solo do PSB em 2014, possibilidade combatida nos bastidores pelo ministro da Integração Nacional e também pessebista, Fernando Bezerra.
"Estamos vendo um debate natural, de um partido democrático", afirmou Campos. "O PSB vai decidir 2014 em 2014 e tenho certeza que o partido sairá unido como saiu em outros momentos em que fez esse debate", declarou.
Segundo o governador, esse calendário é imposto pelo estatuto partidário, e será seguido à risca, "quer queiram uns ou não queiram".
"Quem vai decidir o futuro do PSB é o PSB, não será uma ingerência ou interferência de quem quer que seja."
Campos negou que tenha se recolhido após cumprir uma extensa agenda de viagens pelo país. "Vejo as pessoas dizendo que eu acelerei, desacelerei, e meu pé no acelerador é no canto", afirmou.
"Eu já li tanta análise com um ano de antecedência feita por brilhantes articulistas políticos brasileiros serem destruídas pelas mudanças que a política impõe, sobretudo quando o povo entra no debate", declarou Campos.
"Muitas vezes o povo entra no debate, e a cabeça do povo não é parecida com a dos políticos e articulistas."
Sobre a declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que disse ter ouvido dele a informação de que seria candidato em 2014, o governador se esquivou.
"Eu não costumo falar sobre conversas que tenho em privado", disse. "Mas o que eu falo nas conversas privadas não se altera quando eu falo de público", afirmou.
Campos classificou sua relação com o PT e a presidente Dilma como "boa" e de "respeito", mas "nunca de subserviência". E afirmou que isso não o impede de expressar "divergências e diferenças".

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